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sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Canalizando espíritos

Por Paulo Stekel



(Fonte da imagem: Reprodução/Psicografia.org)

Quem é espiritualista, já sabia. Agora, uma pesquisa recente feita nos EUA por neurocientistas acaba de confirmar que, quando canalizamos, nosso cérebro se modifica. Seja psicografando mensagens escritas, faladas, canalizando pinturas ou mesmo música (como eu mesmo faço desde 2008), algo acontece no cérebro, e agora a Ciência se volta para este assunto.

Confiram a matéria que saiu no site Tecmundo recentemente, referindo-se à matéria original publicada no site da Discovery em 16 de novembro (ler http://news.discovery.com/human/spirituality-brain-function-mediums-121116.html#mkcpgn=emnws1):

Estudo revela o funcionamento do cérebro de médiuns brasileiros

Pesquisadores norte-americanos analisam atividade cerebral de brasileiros durante sessões de psicografia.


Existem inúmeros médiuns brasileiros de renome internacional, e agora um grupo de neurocientistas norte-americanos decidiu descobrir o que acontece com o cérebro dessas pessoas quando elas estão realizando trabalhos relacionados à psicografia de mensagens.

As mensagens psicografadas são escritas enquanto os médiuns entram em um estado de semiconsciência, durante o qual “abrem um canal de comunicação” com os espíritos e escrevem cartas e mensagens transmitidas por eles de forma automática. Muitas vezes, os textos são redigidos enquanto os médiuns mantêm os olhos fechados, e a escrita normalmente ocorre à grande velocidade.

De acordo com uma notícia publicada pelo site Discovery News, pesquisadores da Universidade da Filadélfia realizaram alguns testes para descobrir quais áreas do cérebro dos médiuns brasileiros ficam ativas durante esse processo, descobrindo que as regiões responsáveis pela linguagem e atividades voluntárias ficam inativas.

Comunicação espiritual

Os neurocientistas avaliaram 10 médiuns brasileiros, dos quais cinco praticam a psicografia há mais de 35 anos, realizando uma média de 15 sessões mensais, e outros cinco participantes, bem menos experientes. Conforme explicaram os pesquisadores, durante o estado de semiconsciência, a atividade cerebral dos mais experientes diminuiu em seis regiões diferentes, normalmente relacionadas com a escrita, concentração e linguagem.

Além disso, os médiuns mais experientes produziram mensagens com conteúdo mais complexo enquanto estavam se comunicado com os espíritos do que quando não estavam psicografando. Aliás, quanto mais experiente o médium, maior era a complexidade das mensagens e mais reduzida era a atividade cerebral. Justamente o contrário do que os pesquisadores esperavam observar.

Por outro lado, as mesmas áreas observadas nos mais experientes se tornaram mais ativas nos cérebros dos novatos, sugerindo que o treinamento pode melhorar a habilidade cerebral de entrar nesse estado de “canal aberto”. Embora a ciência ainda não possa atestar sobre a existência ou não de espíritos entre nós, o estudo nos ajuda a entender melhor como a espiritualidade afeta o nosso cérebro e por que algumas pessoas são mais devotas e espirituais do que outras.

Fonte: Discovery News


Leia abaixo a tradução do artigo original da Discovery (tradução de Paulo Stekel):

“Canalizar Espíritos” desliga partes do cérebro

Quando os espíritos falam através da escrita dos médiuns brasileiros, há uma queda na atividade em partes do cérebro envolvidas na linguagem e atividade proposital.

Por Emily Sohn

O estudo de como o cérebro entra em um estado "espiritual", pode eventualmente oferecer insights sobre as raízes da religião e o motivo de algumas pessoas serem mais devotas que outras.

Durante uma sessão de transe de psicografia, médiuns experientes no Brasil se permitem tornar-se receptivos a espíritos ou almas dos mortos. Então, eles escrevem automaticamente, canalizando as vozes daqueles que acreditam estar falando com eles.

Quando estes médiuns se comunicam com os mortos, conforme um novo estudo, partes de seus cérebros envolvidos na linguagem e atividade proposital desligam, junto com outros padrões de atividade aumentada e diminuída.

As descobertas aumentam nossa compreensão limitada de como o cérebro espiritual funciona, embora até agora, a ciência não possa falar sobre a existência do mundo espiritual.

"Eu não acho que isso torne qualquer coisa (a experiência) menos real ou menos profunda ou a torne menos importante no momento", disse Andrew Newberg, neurocientista da Universidade Thomas Jefferson, na Filadélfia.

"Em algum momento, talvez venhamos a projetar o estudo perfeito que possa provar que ali não existiam espíritos e que esta é apenas uma maneira fascinante pela qual o cérebro funciona", acrescentou. "No momento, tudo o que estamos fazendo realmente é dizer que isso é o que acontece no cérebro quando você faz essa prática em particular."

Na tentativa de entender como o cérebro humano experimenta a espiritualidade, Newberg e seus colegas estudaram uma série de práticas, incluindo yoga, meditação, oração e o falar em línguas.

Desta vez, ele se voltou para a psicografia, uma entre uma variedade de práticas associadas com médiuns, que perdem seu próprio senso de si mesmos assim que se conectam com as almas externas.

Dos dez psicógrafos brasileiros considerados no estudo, cinco eram especialistas que vinham praticando por uma média de 37 anos e realizavam uma média de 15 sessões por mês. Os outros cinco eram novatos que vinham praticando por muito menos tempo e com muito menos frequência. Todos estavam bem ajustados e mentalmente saudáveis.

Cada médium entrou em um estado de transe e começou a escrever. Após 10 minutos, os cientistas injetaram neles um marcador radioativo que viajou pelo cérebro, onde essencialmente ficou bloqueado no local, refletindo quanto sangue saía para as várias partes do cérebro, no momento da injeção. Quando a sessão terminou 15 minutos depois, um scanner iluminou aquele momento para os pesquisadores.

Comparado com momentos em que eles estavam simplesmente escrevendo sobre seus pensamentos, as sessões de psicografia induziram uma série de mudanças cerebrais em médiuns experientes, conforme os pesquisadores relatam hoje na revista PLoS ONE. Especificamente, a atividade diminuiu em seis áreas, incluindo o hipocampo esquerdo, o cingulado anterior esquerdo e o giro superior direito temporal.

As partes que desligaram enquanto os espíritos moviam suas mãos são áreas normalmente envolvidas em escrita ativa, concentração e processamento da linguagem, disse Newburg. Tendências semelhantes apareceram em um estudo anterior de pessoas que falavam em línguas. Ambos os grupos partilham a crença comum de que espíritos se movem através deles para ser ouvidos.

Neste novo estudo os novatos mostraram o padrão oposto, com aumento de atividade nas mesmas partes do cérebro que desligam nos praticantes avançados, o que sugere que o treinamento melhora a capacidade do cérebro para entrar em um estado de canalização de espíritos.

Para surpresa de Newburg, psicógrafos experientes também produziram linguagem mais complexa consistente no papel quando entraram em um estado de transe.

"Seria de esperar que isso significasse que as áreas de linguagem eram mais ativas, pois eles estavam fazendo escritos mais detalhados", disse ele. "Na verdade, foi exatamente o oposto. Quanto menos ativo o cérebro era e mais experiente a pessoa era, mais complexo era o escrito."

Com tão poucos estudos realizados sobre os cérebros de pessoas envolvidas em atividades espirituais, a nova pesquisa é uma contribuição útil para o campo da neuroteologia, disse Patrick McNamara, neuropsicólogo da Northcentral University, em Prescott Valley, Arizona.

Mais pesquisa pode eventualmente revelar padrões confiáveis de ativação cerebral que ocorrem em todas as disciplinas espirituais, quem sabe, oferecendo uma visão sobre as raízes da religião e por que algumas pessoas são mais devotas que outras.

"Então, nós podemos fazer as grandes perguntas", disse McNamara. "É a ativação do estado cerebral necessária para se entrar na experiência espiritual? Ou é a experiência espiritual a chave para ativar essas áreas do cérebro?"

"Algumas pessoas acham mais fácil acessar essas áreas do cérebro associadas com a espiritualidade. Outras pessoas têm que trabalhar muito mais em suas vidas religiosas. Sabemos disso há séculos", acrescentou. "A ciência do cérebro apenas nos permite dar uma explicação mais concreta sobre o porquê este é o caso."


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