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quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Música & Canalização - Mantras codificados e música espontânea

Paulo Stekel



Uma nova música para um novo mundo?

Música visionária, música multidimensional... música para uma “nova era”? A música passou por muitas fases nos últimos cem anos. Mas o que poderíamos chamar de “música espiritual” passou por mudanças ainda maiores. O que era para ser uma música para um novo mundo se tornou a base de toda a música eletrônica atual.

Até a década de 1960, a única música que poderíamos chamar de “espiritual” seria a música religiosa tradicional, como os hinos cristãos, o “spiritual” protestante dos EUA, a música indiana, a música religiosa africana e os cânticos tribais de várias partes do mundo.

Com o advento dos sintetizadores, que se popularizaram na década de 1970, as coisas mudaram. Uma música mais suave, “espacial”, eletrônica, foi tomando conta da “cena” espiritual, através de artistas como Vangelis, Kitaro, Tomita, Brian Eno, Mike Oldfield e Jean Michel Jarre. Nenhum deles tinha noção de que estavam, em conjunto, produzindo um estilo musical que passaria, a partir da década de 1980, a ser pano de fundo para meditações dirigidas, cultos “universalistas”, ioga, sessões de massagem e atendimentos com terapias alternativas. Era o “movimento nova era” (new age). Ainda que a música destes artistas seja considerada até hoje como “new age music” (música da nova era), nenhum deles reconhece este rótulo. Isso é justo, pois cada um fez seu trabalho de forma independente, e sem motivações espirituais, necessariamente. Apesar de Jarre ser budista e de Kitaro ser discípulo de Osho, suas músicas são produto de suas próprias sensibilidades geniais.

Na mesma década de 1980 surgiram outros artistas, como Enya, Loreena McKennitt, Andreas Vollenweider. Seu estilo definiu o que seria considerado como música da nova era: sintetizadores, instrumentos alternativos, voz suave, cena céltica, seqüências longas e repetitivas. Fora a irritação de Vollenweider, que se recusou sempre a considerar-se músico “new age”, os demais nunca se importaram com isso. A primeira rádio a tocar só música “new age” surgiu nos EUA: a KLRS (Colours) em Santa Cruz, Califórnia. Entre os artistas proeminentes que passaram a criar música “new age” especificamente para cura ou meditação estão Aeoliah, Deuter and Steven Halpern.

Outros artistas, cuja música não pode ser facilmente classificada, e que mostram muita diferença de estilo entre si, também têm sido rotulados como “new age”: George Winston, Dean Evenson, Will Ackerman, Ray Lynch, Suzanne Ciani, Jim Brickman, B-Tribe, GregZ, Deep Forest, Enigma, Yanni, Oscar Lopez, Mike Oldfield e Steve Roach.

Atualmente, a música antes chamada “new age” recebeu novas denominações, como “instrumental contemporâneo”, “instrumental para adultos”, “instrumental contemporâneo para adultos” (termo sugerido por Steven Halpern, em 1999) ou simplesmente “música eletrônica”, sendo colocada no mesmo rol de todas as demais formas eletrônicas de música, como a dançante, o trance, o ambient, etc. O fio que une tudo é o objetivo: uma música eclética baseada em sintetizadores, instrumentos étnicos e voz suave, mantras, e com viés espiritual, que pretende levar a consciência a um nível transcendental, capaz de promover paz, cura, relaxamento e alegria.

A música eletrônica atual, que toca nas rádios, nas festas eletrônicas e pela Internet, deve muito ao que se chamou anteriormente de “new age music”. A música eletrônica dançante usa os mesmos instrumentos e as mesmas idéias da “new age”, embora esteja ausente uma idéia de espiritualidade, ainda mantida, contudo, no estilo “trance music”.

Música canalizada e seus processos

A música canalizada começou a aparecer nesta cena na década de 1980, mas de modo modesto. Na década de 1990, foi se intensificando fora do Brasil e, só recentemente, apareceram alguns trabalhos nacionais, geralmente com selos independentes. O estilo das músicas canalizadas é o da “new age music”, com certeza. Mas o diferencial é a espontaneidade da criação. Por isso, também é chamada de “música espontânea”, flertando com a música experimental. A música canalizada pode ser de dois tipos específicos: aquela que pode realmentente ser chamada de “música espontânea”, quando é canalizada por inteiro (sendo gravada enquanto tocada ou cantada e depois apenas finalizada); aquela que é canalizada em partes, mas passa por um processo de edição em estúdio que melhora o efeito sonoro.

A música canalizada cantada é bem mais rara que a instrumental, e por motivos óbvios: é mais difícil controlar a voz do que um teclado, ainda mais se ela possui letra e rima. Quando canalizamos a música “Koach Gavriel”, apresentada no artigo anterior, a parte da voz veio automaticamente. Só depois criamos o acompanhamento no teclado. Várias pessoas nos contataram assim que a música apareceu no YouTube, querendo saber o que estávamos cantando. Abaixo, apresentamos as letras hebraicas do texto cantado:



A música foi canalizada através da inspiração de “Danea Tage”, nosso mentor desde 1991. Ao analisarmos o texto, observamos duas diferenças de pronúncia especiais: a palavra “kochô” [se lê “corrô”], significando “seu poder” é pronunciada como “koachô” [“coarrô”]; a expressão “umikhael” (se lê “umirrael”) é pronunciada como “wemikhael” [“uemirrael”], significando “e Miguel”. Isso pode significar uma pronúncia antiga das palavras ou uma forma alternativa desconhecida do Hebraico antigo. No mais, a pronúncia figurada e a tradução do mantra canalizado é:

“Gavriel, ani rotsê coarrô. Ani rotsê malarrê Elohím. Ani rotsê Refael ueMirrael. Haniel, ani rotsê malarrê Iavé. Ani rotsê Tsafquiel veTsadquiel. Ani rotsê côarr Samael. Amen (7x).”

“Gabriel, eu sou aquele que aprecia seu poder. Eu sou aquele que aprecia os anjos de Elohim. Eu sou aquele que aprecia Rafael e Miguel. Haniel, eu sou aquele que aprecia os anjos de Iavé. Eu sou aquele que aprecia Tsafquiel e Tsadquiel. Eu sou aquele que aprecia a força de Samael. Amen (7x).”

Como se pode observar, trata-se de uma invocação aos Sete Anjos Planetários, segundo a Cabala zohárica. Contém ainda dois nomes de Deus: Elohim e Yavé. Segundo os ensinamentos que recebemos, Yavé é a manifestação divina individual no mundo, enquanto Elohim é a manifestação coletiva deste mesmo Deus.

Experiências com o mantra codificado “Qadosh”

Em nosso segundo livro, “Projeto Aurora – retorno a linguagem da consciência”, relatamos um pouco de nossas experiências com o uso deste mantra codificado na época em que coordenávamos um grupo chamado “Projeto Aurora”. Eis alguns trechos:

“Um dos membros do “Projeto Aurora”, o já citado E.B.L.S., era um técnico em eletrônica de 19 anos, filho de outro militar da aeronáutica. Sua especialidade era física e eletrônica, uma espécie de “geniosinho” para uns e um “nerd” para outros. Ao conversarmos sobre logolinguagem, sobre Princípios Fonológicos e sobre a intenção de escrevermos um livro, ele sugeriu o seguinte: se é possível transformar estes “princípios” em sons musicais, por que não fazer isso durante uma vigília, codificando uma mensagem que os extraterrestres pudessem entender como um pedido de contato? A idéia era instigante. Mas também arriscada. O local deveria ser tanto adequado quanto seguro para um experimento destes.

(...) Nossa amizade com o comandante da Brigada Militar (a polícia militar do RS) na região de Santa Maria – o sr. A.M.M – facilitou que conseguíssemos autorização para fazer vigílias na Fazenda da Brigada Militar, localizada na serra de Itaara, numa região chamada Filipson, outrora um núcleo de colonização judaica, um dos mais antigos do Brasil. Oficialmente os documentos dizem que faríamos “acampamentos de jovens”. Mas o comandante sabia o real motivo e nos prometeu guardar segredo para evitar que a notícia se espalhasse. Apenas o sargento responsável pela fazenda saberia, mas estava instruído a também guardar segredo. Afinal, ele mesmo, segundo nos contou depois, vira bolas de fogo nos campos certa vez.

A primeira vigília nesta fazenda contou com cerca de dez pessoas. Por prudência e para reconhecer o terreno, não fizemos transmissões desta vez.


(...) Conversávamos animadamente, quando notamos uma luz que pareceu se acender no horizonte oeste. Naquele lado havia uma barragem, a Barragem de Val de Serra, e mais nada. E ali não havia luzes, como depois verificamos.

A luz que se acendera apagou alguns segundos depois. Apareceu outra no ponto extremo esquerdo do horizonte. Pensamos: são duas luzes diferentes. Mas, o que são? Esta segunda luz apagou também e surgiu uma terceira no meio do horizonte. Esta dança de luzes surgindo e desaparecendo durou praticamente a noite toda. Em determinado momento elas passaram a também se mover para a esquerda ou para a direita, mas não para o alto nem para baixo. É como se estivessem flutuando, pois não se sentia flutuação do terreno, caso fossem automóveis. As luzes também não variavam sua intensidade, como percebemos em luzes de carros numa estrada.


(...) Retornamos na semana seguinte, desta vez com menos gente. Levamos o transmissor, o teclado e um binóculo. Durante a tarde, fomos a pé até a região da Barragem de Val de Serra, o lado de onde surgiram as luzes, para saber se havia estradas, construções ou algo que as explicasse. Nada. Apenas campo, mato e a barragem. A distância entre nosso acampamento e a barragem, de onde pareciam surgir as luzes, era de no máximo dois quilômetros. A casuística ufológica confirma que discos voadores são vistos com freqüência próximos a lagos, rios, mares e barragens, bem como em campos, florestas e lugares ermos.

(...) Naquela segunda vigília, E.B.L.S., o construtor do transmissor, não pôde estar presente, mas como tudo era simples de manusear, isso não foi um problema. Anoiteceu e as luzes apareceram novamente, como a nos dar boas vindas. Se fossem luzes de casas, não ficariam acendendo e apagando a noite toda. Se fossem de carros ou de tratores, se moveriam irregularmente no terreno.


(...) Após as 20:00 iniciamos as transmissões, tendo as luzes bem a nossa frente. Tudo parecia ir bem, quando começamos a ouvir um ronco poderoso nos radinhos que leváramos, ao invés do som do teclado. O ronco persistiu enquanto tentamos continuar as transmissões. E as luzes continuavam no horizonte, como antes. Guardamos os equipamentos e, com o binóculo, foi possível ter maiores detalhes das luzes: eram bolas luminosas, com aparência etérea, não sólida, com um núcleo mais luminoso. Pareciam estar a uma certa altura do chão – difícil precisar, talvez uns dois a cinco metros. Nenhum detalhe a mais.

(...) Ao retornarmos da vigília, procuramos E.B.L.S. para saber se o transmissor tinha algum defeito, devido à interferência que ouvimos. Não se constatou qualquer defeito e, num teste, o aparelho funcionou normalmente. O que foi aquilo, então? Interferência causada pelas luzes que víamos? Uma resposta inteligente? Cremos que sim. Por vezes, ao fitarmos as luzes podíamos “sentí-las”, como se uma inteligência ali estivesse. Era uma sensação muito estranha de estarmos sendo observados.”


[“Projeto Aurora – retorno a linguagem da consciência” - Versão atualizada de 2006]

Além do exposto, o mantra codificado “Qadosh” apresenta alguns efeitos já relatados por pessoas que o experimentaram: inspiração, sensação de cores diferentes do usual, de proteção, de coragem, força e alegria. Vale a pena testar.

Música para reequilíbrio

Faz tempo que a musicoterapia preconiza música clássica para certos desequilíbrios, como Beethoven para diminuir a timidez, Brahms contra o medo, Haydn para esgotamento nervoso, Strauss contra a depressão e Schubert contra problemas de sono. Não há dúvida de que deve funcionar, pois a música tem um poder inequívoco sobre nossas emoções. Tanto pode nos fazer rir como chorar, relaxar ou irritar, dependendo do caso.

É claro que ouvir música estridente por horas a fio não é uma boa terapia nem uma forma de relaxamento, além de levar ao risco de doenças e ao prejuízo da memória, devido ao excessivo derramamento de hormônios sem o posterior gasto da energia acumulada. O Dr. Hermann Rauhe (Hamburgo) já declarava isso em 1975.

De fato, os antigos acreditavam que a música obedecia a certas “leis ocultas”. Estas leis parecem ainda estar ocultas, apesar da grande influência musical em nossa era, como se pode observar nas terapias musicais e mesmo no dia-a-dia de todos nós. Mas todos somos influenciados por ela, homens, animais e até plantas, como confirmado por experiências de labotarório. Os antigos sabiam disso, bem como da capacidade inata que temos de “canalizar” música a partir de níveis internos. Em certas tribos da América do Norte, o sacerdote curava incentivando o doente a cantar melodias “inventadas” na hora pelo paciente. Assim, o doente concentrava suas forças e mudava o foco mental. É a mesma função dos mantras no Budismo Tibetano, por exemplo.

Entre os efeitos “ocultos” da música está um pouco observado: a influência de uma música não se limita ao instante em que a escutamos, mas se mantém em nosso inconsciente por um tempo relativo. No momento em que o cérebro registra a melodia, algo acontece em nosso ser interno e continua acontecendo por um tempo que depende do tipo de música, do nosso estado ao escutá-la, do ambiente em que estamos e das pessoas que nos rodeiam. Uma música adequada alimenta nosso eu interno e relaxa, inspira criatividade, conhecimentos novos e atitudes sadias, além de promover expansão da consciência.

Quando nos foi perguntado sobre a diferença entre simplesmente aprender a tocar e/ou cantar uma música e “canalizá-la”, respondemos: “a espontaneidade, a entrega ao eu interno que se abstrai do externo, a sensação de unicidade com o cosmos e o arrefecimento do ego ilusório.” A música “canalizada” é uma expressão completa do “ser musical”, a nosso ver. As grandes obras clássicas parecem ter saído de processos assim... Beethoven parecia simplesmente “ouvir” o que compunha... estando já surdo.

Música de terceira geração

Há muito mais informação de qualidade espiritual na música do que podemos exprimir por palavras. Por isso, praticamente todas as religiões a colocam em lugar de destaque em suas estruturas (mantras, rezas, cantos gregorianos, ragas, spirituals, cantos tribais, hinos, invocações melódicas, etc.). A música “embutida” nas religiões pode ser chamada de “música de primeira geração”. Seu efeito terapêutico é verdadeiro, mas está conectada a valores arcaicos e sectários, e tem seus evidentes limites.

A música moderna, desde a popular, que toca nas rádios, até a world music, considerada “alternativa”, está no que chamamos de “música de segunda geração”. É a música do Século XX e ainda será a música de boa parte do Século XXI, cremos. Seu efeito é variado, pois esta música é muito variada, por vezes dinâmica e alegre, por vezes deprimente e triste. Seu verdadeiro diferencial é a tecnologia que usa e a criatividade.

Contudo, há uma nova forma de música que vem surgindo na Terra, uma música que usa a tecnologia criativa da segunda geração e o mote espiritual da primeira, mas sem a desarmonia de certos estilos da segunda geração ou a limitação sectária da primeira: É a “música canalizada”, recebida através de “sintonizadores” em várias partes do mundo há pelo menos duas décadas, e que vem se intensificando cada vez mais. Mas o que é essa música de terceira geração? Do ponto de vista técnico pode não ser muito diferente da música de segunda geração. Contudo, a forma como é criada (“sintonizada”) e o seu propósito são processos diferenciados. Esta música é uma nova forma de codificação da informação espiritual que nos é transmitida tanto por nosso próprio eu interior, quanto por consciências espirituais vivendo em outros planos, mundos ou níveis paralelos. Por isso mesmo, essa música tem o seu próprio simbolismo, gerando comandos subliminares, verdadeiros recados ao nosso eu imperfeito, para que este se aquiete e deixe fluir a mensagem do eu interno, que é o verdadeiro comandante. Se aceitamos estes recados, a energia flui sem barreiras por nosso corpo físico, emocional, mental, etc, ativando chacras, potenciais adormecidos e quebrando padrões de comportamento cristalizados. Tudo isso é necessário para termos um mundo novo, ou antes, uma nova humanidade...

Uma música canalizada pode ser uma espécie de “auto-retrato” (quando vem do próprio eu interior) ou a captação da energia mais sutil de outra pessoa (cada um emite uma vibração peculiar), ou ainda a captação do ambiente, da inspiração de mentores invisíveis ou de uma coletividade espiritual. É uma verdadeira “tecnologia musical espiritual” para o Terceiro Milênio, capaz de nos aproximar do que os antigos indianos chamavam de “som cósmico criador” (shabda). Todos temos relação com este som, de modo que cada um de nós possui uma “nota de harmonia”. Descobrí-la, é uma de nossas missões.

Atualmente já são realizados em alguns lugares do mundo workshops de música canalizada. Em certos casos, já se utiliza símbolos ao mesmo tempo em que se canaliza, de modo que os ouvintes podem entrar em estados meditativos ou em relaxamento, captando mais do que o normal ao ouvir um música. Os símbolos emitidos têm relação com a freqüência da música canalizada. Os mantras codificados podem seguir a mesma estrutura, e neles o uso de símbolos concomitantes pode ser ainda mais útil, já que permite alcançar níveis de consciência específicos e mais elevados.

Em alguns anos, cremos que o que hoje são apenas simples workshops de música canalizada, passará a ser algo como megashows populares: milhares de pessoas se divertindo, ouvindo música sadia e ao mesmo tempo, expandindo a consciência. É questão de tempo.

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Se você deseja conhecer mais sobre o trabalho com Mantras Codificados e Canalização Musical ou organizar um workshop, pedir sua música canalizada ou seu mantra codificado, entre em contato com o autor pelo email: pstekel@gmail.com

Mais vídeos sobre música canalizada e mantras codificados estão disponíveis no Canal de Paulo Stekel no YouTube: http://br.youtube.com/user/PauloStekel


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