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domingo, 2 de fevereiro de 2014

Amizade e Espiritualidade

Por Paulo Stekel


Gosto desta frase do pastor presbiteriano norte-americano Eugene Peterson: "A amizade é tão importante para a espiritualidade quanto orar e jejuar."

Na visão budista, a amizade tem importância similar, e maior ainda, pois os amigos espiritualmente mais afinados conosco fazem parte da grande Sangha (comunidade) espiritual que nos inspira na busca do objetivo final - O Despertar Definitivo ou Iluminação - através da prática da convivência amorosa, compassiva, aumentando imensamente nossa Boditchita (A Mente de Iluminação).

Contudo, nem todas as amizades contribuem para isso na mesma medida. O Dhammapada e os textos do Budismo Mahayana dizem claramente que os amigos mais adequados são aqueles que não nos desviam do caminho, que não fazem isso abertamente, de forma proselitista, ou que indiretamente não possuam um modo de vida que venha a desencaminhar-nos pelo mau exemplo. Fora isso, qualquer ser humano está perfeitamente habilitado para fazer parte desta "amizade espiritual" salutar a todos nós, independente da religião - nossa ou dele.

Esse pensamento não deve ser compreendido de maneira radical, pois na hora de escolhermos os amigos realmente adequados devemos usar muito mais o discernimento, o coração e a compaixão do que a regra, a norma ou o que diz qualquer texto sagrado.

O amor verdadeiro, seja no casamento ou na amizade, deve ser pautado pelo compartilhamento de dores e alegrias, visões de mundo, tolerância, compaixão, compreensão, aceitação, perdão, liberdade mútua e soma de potenciais, não subtração.

Mesmo em meio a divergências, discussões, brigas pontuais ou decepções mais graves, a amizade persiste, pois ela se sustenta por um amor incondicional que não cobra do outro algo que não lhe tenha sido dado por nós. Se não somos a origem do amor do outro, não podemos cobrar nada dele. O amor é uma energia que gera a si mesma continuamente, independente do objeto do amor. Apenas podemos e devemos compartilhar nossas vidas mutuamente da melhor forma possível, para o bem de todos os seres.

(Dedico esta reflexão para o benefício de todos os amigos, antigos ou recentes, humanos, animais ou plantas, que me têm auxiliado na caminhada, em especial a meu companheiro José.)
 

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