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sexta-feira, 29 de julho de 2016

Canalização e Guias Espirituais – dúvidas e certezas


Por Paulo Stekel

A prática da Canalização - o corpo de alguém que é tomado por um espírito/entidade/mentor/energia/consciência com a finalidade de comunicação - ocorre há muitos milênios. Há um sem-número de histórias de xamãs, curandeiros, profetas, etc, que alegam ouvir vozes ou receber algum conhecimento sobrenatural do mundo dos espíritos. Os Canalizadores, também conhecidos como médiuns (Espiritismo) e psíquicos (especialmente nos EUA), muitas vezes usam o que chamamos de “guias espirituais”, espíritos amistosos ou de luz que lhes dão conhecimento e os ajudam em suas jornadas espirituais.

Em geral, Canalização é a crença no corpo de alguém que é tomado por um espírito com a finalidade de transmitir sabedoria, ensinamentos, cura, altas filosofias espirituais, etc.

De acordo com os canalizadores Sanaya Roman e Duane Packer, autores do livro “Abertura para o Canal: Como se conectar com o seu guia” [Opening to Channel: How to Connect With Your Guide], “canalização é um poderoso meio de desenvolvimento espiritual e transformação consciente. Enquanto canaliza, você constrói uma ponte para os reinos mais elevados – uma elevada consciência coletiva amorosa, cuidadora, intencional que tem sido chamada de Deus, o Todo-que-é, ou a mente Universal... Canalização envolve conscientemente mudar sua mente e espaço mental a fim de alcançar um estado expandido de consciência”.

Para atingir este estado expandido de consciência, os canalizadores normalmente meditam, tentando se libertar das influências do mundo para entrar em sintonia com uma consciência mais elevada. Podem ir à procura de espíritos de falecidos específicos, ou podem ser contatados, aparentemente de modo espontâneo, por alguma força desconhecida que deseje se comunicar. Comunicam-se também com várias categorias de seres além dos falecidos: elementais, anjos, mestres e seus discípulos, magos do astral, iniciados da Antiguidade, seres cósmicos (extraterrestres e intra-terrestres), etc.

Enquanto a maioria das pessoas canaliza para buscar sabedoria interior, vários livros foram escritos, supostamente por espíritos antigos canalizados através de meios modernos. Na verdade, existem centenas de tais livros, muitos dos quais podem ser encontrados nas livrarias e bibliotecas de todo o mundo. O mais famoso canalizador-escritor norte-americano foi uma mulher, Jane Roberts, que dizia canalizar uma entidade antiga e sábia chamada Seth. Segundo ela, em seu best-seller de 1972, “Seth Fala” [Seth Speaks], bem como em várias sequências, Seth ditou inúmeras informações esotéricas a seu marido sobre a alma, a natureza da consciência, verdades espirituais, planos superiores da realidade, etc.

Desde os anos 1980, o canalizador J.Z. Knight dizia canalizar Ramtha (também conhecido como “O Iluminado”) um espírito guerreiro de 35 mil anos que afirmava, entre outras coisas, ter nascido no lendário continente da Atlântida. Outra canalizadora de destaque nos anos 1980 e 1990 foi a atriz Shirley MacLaine, que escreveu um best-seller e gravou uma minissérie de televisão muito popular sobre o assunto.

À primeira vista, e talvez na maioria dos casos, não parece haver nenhuma evidência real de que a informação realmente vem de espíritos invisíveis ou alguma consciência cósmica onisciente, e não do canalizador. A maior parte das informações canalizadas por aí é subjetiva, mística e completamente verificável, incluindo muitas vezes temas de amor universal, mensagens de Deus, unidade cósmica, etc. Há, inclusive no Brasil, muita gente “canalizando”, mas na verdade, está apenas tirando de sua própria mente as informações, que em geral são irrelevantes e facilmente verificáveis. No caso destes pseudo-canalizadores, a informação canalizada muda com o tempo e tende a refletir as ideias populares da cultura no momento da pessoa. Ou seja, nem todos que dizem que canalizam, o estão fazendo de fato. É necessário separar o joio do trigo.

O que ajudaria a verificar canalização como um fenômeno real seria ter informações verificáveis precisas e concretas que só o espírito saberia. Por exemplo, um pai que morreu inesperadamente e deixou os seus assuntos em desordem deve ser capaz de dizer a sua esposa e família, através de um canal, onde os documentos importantes estão localizados para ajudar a resolver sua propriedade. E, de fato, há casos em que isso se evidencia. Cerca de 90% das canalizações podem ser consideradas dissociação, equívoco ou mesmo fraude, mas os 10% restantes não podem ser explicados pela mente mais cética. A assinatura do falecido que é igual, os dados que só a família conhecia, o mentor que a pessoa via em sonhos e que é desenhado pelo canalizador exatamente como ela o via, sem que o soubesse, nomes específicos, o discurso que uma pessoa fez a outra dias antes e que aparece literalmente na mensagem, etc. Tudo isso já aconteceu comigo em canalizações que faço desde a década de 1990!

Para alguns, o automatismo da Canalização e da Mediunidade é uma forma de dissociação, um estado alterado de consciência, em que um indivíduo é capaz de falar ou agir sem a consciência de fazer deliberadamente. Mas, é mais do que isso. Às vezes, a pessoa que canaliza contata seu próprio Eu Superior e este lhe comunica a mensagem. Neste caso, é um nível muito mais elevado de si mesmo que tem acesso às informações constantes na mensagem. É um nível superior da Mente que se revela, neste caso. Em outros, realmente consciências invisíveis, mas não necessariamente mortas, entram em contato com a mente do canal e, usando seu aparato físico, enviam as informações que se lê nas mensagens escritas ou faladas em comunicações orais. Na verdade, creio na junção das duas coisas: os mentores se comunicam através da ligação com nosso Eu Superior, e assim a mensagem vem em alto nível, nos casos legítimos.

Uma coisa é importante esclarecer: a Canalização é real! Ao nos aprofundarmos no estudo e prática da mesma vamos entrando num outro nível de existência, mais profundo e revelador. As dúvidas desaparecem e passamos a ter a certeza de que estamos em contato com níveis de realidade que sempre estiveram à nossa disposição, mas que, por não serem os estados de consciência relacionados privilegiados em nossa sociedade materialista, nem sonhávamos que existiam. Quem quiser testar, que tenha a coragem, pois o universo é muito maior que o nosso quintal.


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