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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

[CAMINHOS DO DHARMA 11] Mente e Consciência

Por Paulo Stekel



No Budismo, a relação da Mente com a Realidade interfere completamente no modo como se vai definir consciência. Mas, não são apenas conceitos? Sim, são conceitos. Portanto, são provisórios, relativos, encaixam-se no que se chama de Verdade Relativa. São percepções provisórias de algo que se supõe ter alguma realidade absoluta em algum nível, com certeza não-racional.


Ao definir Consciência nos perguntamos quem tem consciência de quê. Assim, antes da Consciência, vem o ente consciente. A mente é este ente? Mas, o Budismo diz que tudo é “vazio” de existência inerente. Então, esta mente como ente da consciência não existe por si mesma. Se a consciência é algo como uma propriedade de uma mente e esta mente também é dependente de algo, ela também é parte de algo que não estamos percebendo conceitualmente. As conclusões budistas sobre esta questão são realmente muito complexas e, por vezes, parece que estamos num jogo de cabra-cega. Transpor a subjetividade do estado de meditação para a racionalidade do discurso realmente complica as coisas e só nos traz um pálido reflexo do que foi acessado no estado meditativo. Isso é inegável!

[Trecho do livro "Caminhos do Dharma", de Pema Dorje/Paulo Stekel, a ser lançado em breve]

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